sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fantasmas de mim











 Fantasmas de mim…                      

Ás vezes eu só queria um silencio…outras só queria gritar.

Ao longe ainda ouço a brisa do mar, que me acalma a ânsia de respirar.

Mas bate mais cá dentro, quando ouço o trovão ribombar!

Sinto-os a fluir por mim em rotas sem fim.

O peso leve que fica, no corpo pesado e parado.

Fantasmas de mim, que nem ficam nem vão.

Só me atormentam.

Fantasmas de mim …

Que me perseguem e me envolvem sem eu sequer dar por isso.

Como envolvido num fumo asfixiante, que tento libertar e quase não consigo.

Que me deixa estar vivo, mas não me deixa viver.

Um luta insana que tem de ser vencida

Se quero sobreviver

Fantasmas de mim…

Que não me livro de tão má companhia

Avanço em frente com fúria

Abrindo caminhos, mesmo que não existam …

Impressos na alma

Que mais ninguém consegue apagar

E tenho de ser eu a lutar

Se quero sair um vencedor

Desta guerra sem fim …

 

 

 



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