
Ás vezes eu só queria um silencio…outras só queria gritar.
Ao longe ainda ouço a brisa do mar, que me acalma a ânsia de respirar.
Mas bate mais cá dentro, quando ouço o trovão ribombar!
Sinto-os a fluir por mim em rotas sem fim.
O peso leve que fica, no corpo pesado e parado.
Fantasmas de mim, que nem ficam nem vão.
Só me atormentam.
Fantasmas de mim …
Que me perseguem e me envolvem sem eu sequer dar por isso.
Como envolvido num fumo asfixiante, que tento libertar e quase não consigo.
Que me deixa estar vivo, mas não me deixa viver.
Um luta insana que tem de ser vencida
Se quero sobreviver
Fantasmas de mim…
Que não me livro de tão má companhia
Avanço em frente com fúria
Abrindo caminhos, mesmo que não existam …
Impressos na alma
Que mais ninguém consegue apagar
E tenho de ser eu a lutar
Se quero sair um vencedor
Desta guerra sem fim …
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