Eu luto,
Eu luto contra todas as correntes.
Todos os dias a todas as horas.
Por altos mares navegados,
Eu nunca reclamei.
Até ao dia …
Perdidamente, andei pelas noites,
Sem saber para onde ir.
Por momentos até me odiei…
Em pequenos espaços só meus …
Levanto-me de um salto,
Como se um raio me atingisse.
Como uma raiva louca,
De quem quer sobreviver.
Mas num sussurro surdo,
Na noite escura eu ouço!
Que me abala o corpo,
E me comprime o dorso!
Mas mais nada me abala neste mundo,
Em que viver sem ter opinião,
E viver por viver …
Mais vale viver com alguma razão.
Dias e noites de lutas,
Que se fazem sempre sem parar.
Sem nunca saber quando vão terminar.
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